Dia 19: um Brasil que a escola esquece de ensinar

26/07/2009

Jambo! (agora você sabe como dizer “Oi” em Suaile!)

Depois de um dia cheio e emocionante conhecendo o Ver-O-Peso e tudo o que ele agrega –Mercado de Ferro, Mercado da Carne, Praça do Relógio, Doca, Feira do Açaí, Ladeira do Castelo, o Solar da Beira– e obviamente após alguns chopes amazônicos artesanais na Estação das Docas, estávamos prontos para voltar ao hotel e enfim, dormir.

Viela do Centro Histórico de Belém

Viela do Centro Histórico de Belém

Quando fomos até a Estação das Docas, resolvemos deixar o carro de lado e aproveitar a caminhada de pouco mais de 2 quilômetros para conhecer melhor a real Belém. Por toda a cidade é possível presenciar construções seculares, onde o estilo europeu se faz fortemente presente. Seja nas vielas do centro histórico ou nas largas avenidas que permeiam as Docas, a bela arquitetura enche os olhos. –Caros, abro um parenteses aqui pois acredito ser importante lhes situar historicamente. No momento em que a família real portuguesa desembarcou no Brasil, Belém tinha a mesma importância que a então capital Rio de Janeiro. Neste contexto, Belém se tornou a Capital das Especiarias. Mais tarde, no período áureo da borracha, o município recebeu inúmeras famílias européias, fato que efetivamente influenciou a arquitetura de suas edificações. Nesta época Belém ficou conhecida como Paris n’América. Atualmente moderna como só uma cidade cosmopolita pode ser, impressiona pelo fato de não ter perdido o ar tradicional das fachadas dos casarões, das igrejas e capelas do período colonial. — Pois bem, descemos até a Estação das docas presenciando tudo isso, o velho e o novo, o preservado e o abandonado. Cruzamos quarteirões, pegamos atalhos, entramos em ruazinhas, pedimos informação.

Construção Secular no centro de Belém aparentando estar abandonada

Construção Secular no centro de Belém aparentando estar abandonada

Tá. Tudo muito bonito, bem legal, pessoas gentis, chope excelente, boa conversa. Chegou a hora de deixar as Docas e voltar ao hotel. Pagamos a conta e rumamos em direção ao que, em nossa cabeça, era a direção do hotel. Andamos, andamos e andamos. Passamos por ruas escuras, largas, pequenas, desertas, cheias de gente e nada de chegar ao dito-cujo. Maeda não quis dar o braço a torcer. Na cabeça teimosa dele, pedir informação era assumir um atestado de incompetência. Ele tentava fitar o horizonte procurando por onde o sol se pôs. Desta forma, conseguiria descobrir os pontos cardeais e nos dar a direção correta até o hotel. Não dava pra usar o cruzeiro do sul porque o céu da cidade não permitia.

Foto tirada a esmo enquanto procuravamos o caminho de volta ao hotel.

Foto tirada a esmo enquanto procuravamos o caminho de volta ao hotel.

Andamos mais 1 hora e nada. O pior é que não tínhamos o endereço do hotel e (pasmem!!!) havíamos esquecido tambem seu nome: hotel Regente. Saímos num amadorismo de botar medo. Sem saber a direção por onde voltar, sem saber a rua, bairro, nome do hotel ou qualquer outra informação que nos situasse. Lembrei do conselho dado por uma amiga, quando cheguei à São Paulo ha uns 11 anos. – “Quando se perder, basta ir no reto eterno. Vá sempre reto sem hesitar. Em algum momento você deve sair numa grande avenida que irá lhe levar até seu destino”. Parece bizarro mas eu garanto que isso funciona. Ja usei várias vezes em São Paulo e neste dia usei em Belém. Subimos e subimos até chegar numa grande avenida. Maeda lembrou de termos passado por lá e enfim conseguiu nos dirigir até o hotel. Chegamos, deitamos e dormimos como pedra.

Nada como uma noite de sono numa cama de verdade, sem se preocupar com pernilongos, pulgas, jacarés, onças, anacondas e afins. Acordamos cedo, tomamos café, malas pro carro e fomos direto para o que seria nosso último passeio em Belém antes de seguirmos com a expedição: o Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém (ufa!), mais conhecido como Forte do Presépio. :-)

Forte do Presepio - Belém, Pará

Forte do Presepio - Belém, Pará

O Forte, assim como a primeira capela de Belém, tiveram sua construção iniciada em 1616, por Castelo Branco. No contexto do levante dos Tupinambás, a povoação e o forte foram atacados pelas forças do chefe Guaimiaba, que pereceu em combate em 1619. Danificada, essa primitiva fortificação foi substituída por outra mais sólida, com forma quadrada, feita de taipa de pilão. Depois, passou por sucessivas obras, sendo que a última delas foi finalizada em 1868. O Forte contava agora com quartéis, casa, uma ponte sobre o fosso, um portão e uma muralha de pedras pelo lado do mar. Este patrimônio está na origem da fundação de Belém e da colonização portuguesa da Amazônia, no século XVII. É um lugar que transcende aventuras, lutas e descobrimentos, nos levando à um Brasil cuja magnífica história de sangue e suor não é contada em nossas escolas.

Turisticamente falando, o Forte do Presépio e todo o seu entorno é um patrimônio que está preparado pelo governo do Pará para receber adequadamente seus visitantes. O lugar é de fácil acesso, limpo, bonito, com pessoas preparadas para atender e conversar com propriedade sobre o local.

Se você é um canhão do Forte do Presépio, esta será sua visão por muito tempo

Se você é um canhão do Forte do Presépio, esta será sua visão por muito tempo

Depois de ficar por quase 3 horas ali, voltamos ao carro e nos preparamos para dar continuidade à aventura. Ha quase 2 semanas não dirigia de verdade e naquele momento iríamos voltar à nossa jornada pelo asfalto –que em alguns momentos seria melhor que não existisse. Você entenderá o porque mais para frente. Agora vamos para a terceira e última fase da Expedição Madeira, passando pelo interior do Pará, Maranhão, Tocantins, Goias, Distrito Federal, Minas Gerais e enfim de volta a São Paulo.

Este post foi feito ao som de Foo Fighters – Echoes, Silence, Patience And Grace


Dia 18 – Belém: belezas e riquezas – Parte 2

15/07/2009

… continuando a expedição por Belém

Passamos a manhã inteira no Ver-O-Peso: frutas da amazônia, peixes, mariscos, camarões, castanhas, pimentas, pessoas, o famoso artesanato de Marajoara e centenas de garrafadas. A propósito: já lhes contei sobre Dona Tieta, famosa vendedora de garrafadas que conhecemos por lá? Uma mulher forte, com sangue índio e que faz suas próprias garrafadas com receitas centenárias de seus antepassados. Engraçada e feliz, era quase caricata. IMG_5007
Depois de vender o ‘Viagra Natural’ para o Maeda, me propôs um negócio: queria que eu fosse seu representante em São Paulo e passasse a vender as garrafadas nas feiras da capital. Ainda segundo Tieta, o fluxo era simples: eu levava algumas dezenas de poções e conforme fosse vendendo, faria novos pedidos por telefone. Ela então me enviaria rapidamente, em no máximo 3 dias, novo estoque. Por alguns instantes me imaginei como vendedor de garrafadas numa feira de São Paulo. Imagem mais bizarra impossível. Agradeci a Dona Tieta, peguei o telefone dela e prometi –por educação– pensar no assunto. Ficamos na barraca de Tieta por quase 40 minutos, ouvindo as mais variadas histórias sobre seus antepassados indígenas, ocultismo, mau-olhado, fórmulas e espíritos vagantes. Foi uma experiência engraçada e antropologicamente muito rica.

Saímos do Ver-O-Peso por volta das 13:00 e fomos direto pro hotel. Belém era um marco em nossa viagem. Estávamos para iniciar a terceira e última fase da expedição. A primeira foi de São Paulo a Porto Velho por estrada. A segunda, que acostumamos a chamar de fase molhada, foi o trajeto pelo rio Madeira, Amazonas, Negro, Solimões e Tapajós percorrendo Porto Velho – Manaus – Belém. Agora em Belém, devíamos nos preparar para terceira e última fase, descendo pelo Norte e Centro-Oeste brasileiro até retornar a São Paulo. Assim, para descansar um pouco, nos instalamos no hotel Regente onde pudemos enfim ter uma cama de verdade para dormir (ah, claro! e ar condicionado.

Maquina de vapor que fornecia energia para os equipamentos que eram operados no porto

Maquina de vapor que fornecia energia para os equipamentos que eram operados no porto

Pense num lugar quente. É Belém (ou Santarém) ou qualquer outro lugar do Pará. Estado quente este!). Segundo palavras do próprio Maeda: “Depois de tantos dias nas embarcações, este lugar parece um paraíso. Mas temos que lutar e não podemos amolecer neste momento, caso contrário, podemos ir embora sem conhecer nada“. E foram com estas palavras que Maeda me cutucou e me empurrou da cama depois que estava ha quase 30 minutos dormindo o melhor sono de toda a minha vida. Sério, tive ódio.

Nota do autor: já havia chovido em Belém, assim poderíamos sair tranquilos. Pra quem não sabe, uma pergunta muito comum por lá é: “Você vai sair antes ou depois da chuva?” A primeira vista pode parecer uma questão estranha, mas ela é bastante válida para a região. Devido ao clima quente e úmido, em Belém chove praticamente todos os dias e (acredite!), quase com horário marcado: por volta das 3h da tarde. Sendo assim, normalmente as pessoas aproveitam para fazer uma sesta e descansar depois do almoço. É um costume local que deveria ser copiado pelo resto do país. Acho que vou sugerir isso no meu trabalho (só falta a chuva marcada). :-)

Estação das Docas em Belém - Rio Guamá

Estação das Docas em Belém - Rio Guamá

Pois bem. Movido pelo espírito desbravador de Maeda –e ainda com uma cara ranzinza– calcei minhas botas e descemos a pé até a Estação das Docas, cerca de 2 quilômetros do hotel. Surgido a partir da revitalização do antigo porto da capital paraense, o espaço abriga três armazéns e um terminal de passageiros. O Armazém 1 é conhecido como Boulevard das Artes, o segundo, passou a ser o Boulevard da Gastronomia e o terceiro o Boulevard das Feiras e Exposições. Cada pedaço da Estação das Docas guarda um pouco da história, do exótico e do pitoresco da região. É praticamente uma mistura de aula de cultura local, artes, história e culinária. O espaço dos Boulevares é resultado de um cuidadoso trabalho de restauração dos armazéns de produtos do porto da capital. Os gigantes galpões de ferro inglês são um exemplo da arquitetura característica da segunda metade do século XIX. Ali também está localizada uma excepcional cervejaria artesanal (Amazon Beer), a qual me apeguei enquanto Maeda passeava pela terceira vez num dos museus da Estação –desculpe caro leitor, mas a verdade sempre tem de ser dita.

Guindates em sequência - Estação das Docas - Belem, Para.

Guindates em sequência - Estação das Docas - Belem, Para.

E já que estamos neste assunto, Belém também é chope. O pessoal da Amazon Beer possui uma técnica artesanal de produção do chope que segue rígido processo e pode ser totalmente acompanhado pelo cliente. Através de uma parede de vidro transparente, é possível ver o vistoso maquinário de doze tanques de cobre e aço inoxidável, cada um com capacidade para 1200 litros, segundo Antonio, nosso garçom-amigo. Amazon Beer. Perfeito para o fim de tarde em Belém.

Chope da Amazon Beer. Perfeito para o fim de tarde em Belém.

Chope da Amazon Beer. Perfeito para o fim de tarde em Belém.

Tirado a 2 graus negativos e servido num copo resfriado na hora, o líquido sai da chopeira sob uma espuma densa, com os clássicos 3 centímetros de espessura. Sob a supervisão do mestre-cervejeiro, são produzidas diversas versões. A clara, do tipo pilsen, chama-se amazon forest. Com malte torrado, a River tem teor alcoólico maior, de 6 graus (Maeda tomou 2 dessas, eu, 1 milhão). Só não consegui experimentar a famosa bacuri beer, que recebe essência da típica fruta regional. Ainda segundo Antonio, devido ao custoso processo de extração da essência do Bacuri, esta versão de cerveja é feita apenas uma vez por semana e acaba rapidinho. Bom, arrisco a dizer que a Estação das Docas é o melhor lugar de Belém para se tomar um chope no fim da tarde. Com mesas dispostas na área externa das Docas, a poucos passos da margem da Baía do Guajará, você pode degustar a deliciosa bebiba e ao mesmo tempo, contemplar um pôr-do-sol único.

Bom, vou parar por aqui hoje.
Ainda há algumas coisas de nossa passagem por Belém que gostaria de compartilhar com você.

Aguarde.


Dia 18 – Belém: belezas e riquezas – Parte 1

03/07/2009

Acabou enfim nossa última noite a bordo do Catamarã Rondônia, estávamos em Belém. O navio que havia sido nossa morada pelos últimos 5 dias, agora enfrentaria mais uma vez, a forte correnteza contrária do Amazonas para voltar até Manaus, de onde partiu.

Acordamos as 05:30. Maeda foi tomar banho, então aproveitei o início da luz da manhã para dar a última volta no navio. Consegui uma das sensações mais estranhas de toda a viagem, um sentimento que sinceramente, ainda não sei como classificar. Com os motores desligados e com quase ninguém a bordo (a maioria das pessoas havia desembarcado na noite anterior), o silêncio total imperava. Era possível ouvir o barulho de ferro se retorcendo e das águas batendo com certa violência no casco de nosso navio. A visão do segundo e terceiro andar era algo estranho. Aqueles quase infinitos corredores, repletos de gente, redes e malas, agora se transformavam em imensos salões onde o simples fato de pisar mais forte, era motivo suficiente para produzir um eco substancial. Me apoiei em uma beirada, com o Navio à minha direita e o Amazonas à minha esquerda. Acendi um cigarro e passei a contemplar o nada, lembrando e assimilando as pessoas e histórias que conhecemos nos últimos dias. Ouvi passos subindo a escada. Era Maeda me chamando para descermos até o porão, onde nosso carro repousava tranquilamente.

Catamarã Rondônia após chegada a Belém. O vazio de ninguém a bordo

Catamarã Rondônia após chegada a Belém. O vazio de ninguém a bordo

Ja era por volta de 07:00 e precisávamos aproveitar a maré alta da manhã para retirar o carro do navio. Com a ajuda da tripulação e de mais duas longas tábuas de madeira maçiça, Maeda conseguiu o feito. Embicou a parte de trás do carro em direção às madeiras e aguardou o assovio de um tripulante. Depois foi só rezar e pisar no acelerador, vencendo os poucos metros que ainda separavam o catamarã do continente. Nos despedimos dos amigos e parte da da tripulação que ainda estavam por ali. Saímos para o porto e aguardamos até as 08am, quando estaríamos liberados pelos oficiais a deixar o porto e efetivamente entrar em Belém.

Maeda, com ajuda da tripulação, retira nosso carro do porão do Navio

Maeda, com ajuda da tripulação, retira nosso carro do porão do Navio

Já em terra firme, meu corpo continuava a balançar de um lado para outro. Perguntei ao Maeda e o mesmo ocorria com ele. Eu acho que é como um movimento de compensação provocado pelo labirinto ou algo que o valha. Enquanto estávamos a bordo não percebíamos. O navio jogava de um lado pro outro e nosso corpo automaticamente compensava, de lá para cá. É uma sensação bizarra porque o movimento é bastante sutil e automático. Quando me dava por conta, percebia estar balançando. É quase como uma constante e levíssima tontura. :-)

Pois bem. Depois de vencermos as 860 milhas náuticas desde Manaus, finalmente estávamos em Belém, uma cidade que transpira cultura, história e gastronomia. Como ainda era cedo, aproveitei o sol da manhã (as usual) para algumas fotos. Já tínhamos um objetivo em mente e fomos direto para ele: o clássico dos clássicos em Belém, o mercado de “Ver-O-Peso”. O mercado é simplesmente espetacular. Construído em 1625, fica as margens da baía do Guarajá. Tem esse nome tão peculiar por causa das “Casas de Ver-o-Peso”, projetadas no Brasil em 1614, para conferir o peso exato das mercadorias e cobrar os respectivos impostos para a coroa portuguesa. O Ver-o-Peso é o maior mercado da América Latina, compreende uma área de 35 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas, dentre elas o Mercado de Ferro, o Mercado da Carne, a Praça do Relógio, a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira.

O lugar é uma explosão de cores, sabores, cheiros, sons e gente de todo tipo, de todo lugar. Entramos pela feira do Açai e eu empolgadíssimo tirando foto de tudo. Percebi um senhor bem idoso, vendendo castanhas, ainda dentro do ouriço em estado bruto. Eram muitas e estavam dentro de um grande balaio. A foto seria bonita. Me aproximei, sorri e apontei a camera para os frutos. Meu Deus do Céu. O senhor ficou realmente muito bravo, disse que era proibido tirar fotos das castanhas dele, que era pra eu sumir dali e sutilmente ameçou ir para as vias de fato (tadinho, ele mal conseguia ficar em pé). Entendi a mensagem e me mandei dali. Era só um velhinho ranzinza com o saco cheio de turistas que tiram fotos de ouriços. A parte ruim é que perdi uma foto que realmente seria ótima em PB. Ainda mais se ele e sua face craquelada aparecessem. Continuamos andando por toda a feira do Açai, conversando com as pessoas e tirando fotos.

Feira do Açai, mercado de Ver-O-Peso

Feira do Açai, mercado de Ver-O-Peso

A fome bateu e fomos tomar o mais típico café da manhã paraense, ali mesmo no ver-o-peso. Sentamos numa barraquinha e pedimos peixe frito, Açai e farinha d’agua. O peixe, uma tainha inteira deliciosa. Morto de fome, peguei um prato, coloquei o peixe e enchi de Açai ao lado. Levei um pedaço de peixe à boca e depois uma boa colherada de Açai. Ave mãe! Definitivamente o Açai não era o que esperava. Açai pra mim era como estes que se compram em São Paulo, doces, que já vem misturados com guaraná e granola. O Açai de verdade é muito, mas muito mesmo, diferente. A consistência até que é parecida mas o sabor é bastante amargo e carregado de … sei lá … terra??! Acabei com o peixe e deixei o Açai. Maeda olhou pra mim com uma cara de ‘larga de frescura e pára de me fazer passar vergonha rapaz!’, mas não teve jeito. Não deu para mim e ele acabou tomando a tigela inteira de açai. E adorou.

Fruta Amazonia - Ver-o-Peso

Fruta Amazonia - Ver-o-Peso

Depois passamos por uma grande barraca de frutas regionais onde conhecemos Dona Carmelita. Esta adorável senhora nos aguentou por quase 2 horas. Degustamos infinitas variedades de frutas Amazônicas, algumas que sequer sabia que a natureza era capaz de produzir: Tucumã, Sapoti, Abricó, Procoló, Buriti, Cupuaçu, Pupunha, Graviola, Taperebá e por aí vaí. Maeda conversou, conversou e conversou. Perguntou sobre as frutas, o solo da região, palmeiras, cultura em geral. No fim compramos algumas frutas da região para trazer a Sao Paulo e gastamos impressionantes R$ 15,00. As sacolas já estavam pesadíssimas e não dava para carregar mais nada. Tudo muito barato e gostoso.

Sapoti, Cacau e por aí vai. Mercado de Ver-O-Peso

Sapoti, Cacau e por aí vai. Mercado de Ver-O-Peso

Bom, este foi metade do primeiro dia no Ver-o-Peso.
Daqui a pouco venho lhes contar mais sobre Belém.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.